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Sol em Montreal

4 jan

Sairam as meias. Nada como a greve da PM para deixar a gente trancada dentro de casa, sem nada para fazer, a não ser um jogo de 5 agulhas e um novelo.

Para não perder o costume, desmanchei 4 vezes, mas ficou, modéstia às favas, perfeitinha, bem justinha no pé, nada esticando onde não devia, nada sobrando… só espero que no pé bolinha da minha irmã também fique bem.

O nome de batismo da meia é criação da minha mãe 🙂

>> As meias no Ravelry

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Dois dedos de prosa

3 jan

Estou aqui em Fortaleza, visitando a minha família.

A novidade é a greve da polícia. Aí vocês imaginam: hoje todo mundo está dentro de casa por causa do caos que a boataria espalhou na cidade. Todo mundo falando em arrastão mas ninguém que eu conheça viu um de fato ou foi assaltado.
De qualquer forma, está tudo fechado hoje e mesmo que eu saísse de casa não teria nada para fazer ¬¬
Não estou preocupada. Com a quantidade de comida que tem aqui em casa, a PM pode ficar uns dois meses aquartelada que a gente segura a onda. Problema teremos apenas se resolverem parar a Coelce, porque ficar em casa sem ar condicionado é impossível. Agente teria que ir às ruas pressionar o governo a tomar alguma atitude.
E aí eu levanto as mãos para o céu e agradeço ter colocado de última hora na bagagem meus “palitos de churrasco”, como uma amiga chamou aqui, de 2,75mm e um novelo de lã. Depois de desmanchar pela quarta vez hoje pela manhã, já estou quase nos finalmentes do primeiro pé (Bia, abortei aqueles dedos. Não ficou bom no pé da Cecília. Tô fazendo o jeito “tradicional” mesmo).
Aproveitei para experimentar o calcanhar Sweet Tomato, método desenvolvido pela Cat Bordhi, que rolou na lista esses dias. ( é ok, mas eu ainda acho o afterthought mais bonito e que veste melhor.)
Um detalhe: eu ia trazer as agulhas, mas não o novelo, confiando que a minha mãe tinha dito que tinha trazido fio de meia da Itália, para onde ela foi em outubro.
AINDA BEM QUE EU TROUXE O MEU PRÓPRIO!
Isso porque minha mãe trouxe quase 3km de fio, mas para trabalhos rendados, não meia. Todos finíssimos, maciíssimos, de puro merino ou merino+alpaca. O sonho de qualquer rendeira. (Bia, tira os zoios!)
Mas para eles eu não trouxe agulha. E mesmo que as lojas estivessem abertas, não teria onde comprar.

Algodão doce

21 dez

Kid Seta, da Cascade Yarns.

70% mohair + 30% seda

Os mesmo de estar passando a mão na Juju: super macio. Mas bem chatinho de se trabalhar…

Quase…

14 dez

Eis aqui o tal do colete do cunhado, mencionado no post anterior.

Estava mega tensa com as proporções, mas hoje trouxe aqui para o trabalho para um colega experimentar. E super rolou! 🙂

Então, fica a dica: FAÇA AMOSTRA! E, principalmente, CONFIE NELA!

 Na foto, ainda faltam os acabamentos das mangas e do pescoço. O do pescoço eu já fiz, logo depois da foto. E deu certo. O decote ficou menor do que eu queria, mas ok. Nada muito preocupante.

Tirando amostra

12 dez

A Barbara Walker foi quem disse: “uma vez que você aprendeu a fazer meia e tricô e a tirar uma amostra, não tem porque seguir as receitas dos outros”. Eu super concordo.

Na verdade, minha concordância veio de um trauma. Quando eu comecei a tricotar, tentei fazer receitas das revistas nacionais, que, como sabemos, não prezam muito pela qualidade e veracidade das informações ali. Os resultados foram desastrosos – tanto que eu nunca tirei nenhuma foto do que fiz no começo.

Frustrada dos pés a cabeça, demorei um tempão para fazer peças de vestuário (fiz muito cachecol, alguns gorros, algumas meias, mas nenhuma peça grande). Até 2010, quando me engalfinhei com a blusa top down do Panda, depois da aula da Bia no III Encontro Nacional de Tricô, em Curitiba.

Aí, sim. Foram váááários top downs, abertos, fechados, trabalhados ou não. Aprendi como faz a forma e adaptei tudo que achava bonito a ela. A coisa realmente deslanchou. Masssssssss eu ainda tinha um porém para resolver comigo mesma. A amostra.

Primeiramente, foi todo um convencimento que eu tive de me fazer da importância da amostra. Sim, minha gente. Eu tinha preguiça, como qualquer tricoteira. Achava uma perda de tempo, mesmo reconhecendo a importância dela. Mas tive que me dobrar ao fato de que a amostra é imprescindível. Aí eu passei a fazer, mas de mau grado. Um pedacim ridículo de menos de 10cm. E, é claro, as contas que eu fazia no começo não batiam com as do fim. E eu tinha que desmanchar – mais preguiça.

De novo, me rendi ao óbvio. A contragosto, comecei a fazer amostras enormes. 20cm x 20cm se não maior ainda. E se ia usar pontos diferentes na mesma receita, fazia amostra de todos, sem miséria. Aí peguei gosto pela coisa. Faço amostra de tudo. Vario os fios para escolher o que realçou mais o efeito. Troco as agulhas.

Mas ainda tinha um porém.

Eu mesma.

Eu e a minha mania feia de brigar com a amostra. Eu tecia, media, tirava as medidas e… não acreditava. Era um tal de botar “uns dois dedinhos para os lados” que, claro, no final, se mostravam um verdadeiro desastre. Como a preguiça de desmanchar era grande, joguei muita coisa fora.

Mas tudo isso faz parte do amadurecimento, né? Tem uma hora que a gente aprende. Ô, se aprende.

No momento, eu estou fazendo um colete para o meu cunhado. Mas ele mora em outra cidade e aí eu tive que pedi à minha irmã para tirar as medidas dele. Detalhe: a Cecília nunca tirou medida de nada nem de ninguém. Mas foi lá, comprou a fita métrica, mediu e me enviou.

E não é que, comparando os números com as medidas de uma camiseta, não bateu tudo bonitinho?

Aí eu comecei a tecer. E, mais uma vez, estava achando pequeno demais. Depois, passei a achar que estava grande. Respirei fundo e me contive. Continuei seguindo os cálculos da minha amostra. E, ao final, voilà! Para a minha surpresa, a amostra estava certa (!!!!)

Estou a menos de 20% do fim da peça e pedi para o Panda vestir. O Panda é um número maior que o Lino e, é claro, ficou apertado, o que me faz crer que no cunhado ficará bem.

Agora é finalizar e esperar eles virem para as festas de fim de ano para, finalmente, eu ver se realmente medi a amostra corretamente.