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Estola Flor de Trigo

30 nov

Nunca fiz uma coisa tão despretensiosamente para gostar tanto como essa estolinha 🙂

E a cor, minha gente?! O pink mais “chegay” do universo!!!

Vi uma estola que a Valesca havia feito com mohair e achei linda. Quis fazer para mim em linha Anne, Círculo, 100% algodão. Porém, quando fui pegar a mesma receita, vi que não dava. O fio era muito diferente do indicado e não estava ficando bom. Então tive que criar a minha própria receita, adaptada para o fio escolhido.

Mudei o número de pontos, coloquei pontos de borda, intervalos pelo meio, mudar as proporções… E voilà! Eis o resultado. A modelo da foto é a Lucimar, que trabalha comigo e se prestou ao papel.

>> Para favoritar no Ravelry

Em breve, a receita estará no Tricoteiras. Mas não tão breve assim. O foco agora é a Estola do Advento.

Na fila

3 ago

Não é lindo?

É o casaquinho Dhalia, receita da Interweave outono/2011. E eu já tenho 🙂

Xale Dalilah – parte 2 terminada

20 jul

Agora ninguém me segura mais! 🙂

Todo o desmanchamento do começo está sendo compensado agora. Olha como tá bonito – modéstia às favas!

Acho que é a primeira vez que faço algo sem nenhum errinho sequer. Nem de laçada, nem de mates… O fio é perfeito, a agulha também… só satisfação.

E vamos para a parte 3, a última, da receita.

 

 

Detalhe do ponto de furinhos da parte 2

 

Vou precisar de muito espaço para blocar tudo depois.

 

 

Ommmmmmm….

17 jul

Eu disse que tricotar o xale Dalilah ia ser um exercício de desapego, não disse?

Pois hoje eu desmanchei tudo que tinha feito ontem e , pela 7ª vez, recomecei, desta vez com outro fio. Estava me incomodando demais tricotar algo rendado com um fio tão escuro – não ia aparecer quase nada do desenho depois de pronto (#ficaadica!).

Aproveitei que na semana passada havia comprado 5 novelos de Intense, da Coats Cisne (dica super ótima da Paula Capelli. O fio é um sonho!), no Bazar Horizonte, e utilizei no trabalho. A cor não é muito do meu agrado. Gosto de rosa, mas não de todos os tons. Essa tonalidade fica entre o rosa e o lilás, não é das piores (rosa bebê, rosa chiclete), mas não é a preferida (rosa ballet, rosa velho). Mas eu seit ambém que o resultado ficará bastante elegante.

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Mas refazer uma receita tantas vezes também significa praticar.  E com a prática vem a perfeição e a repetição leva a um aprendizado mais profundo. (Vixe, como eu tô filósofa hoje! 🙂

Já combinei com a Nina que vou adicionar algumas coisinhas à receita dela em português para facilitar o entendimento de todas. Em tempo: a receita está certinha. O lance é que quem já fez xale está tendo que se debater com novos conceitos (ex: ler gráfico da direita para a esquerda e tricotar o verso). Acredito que nesse ponto, quem nunca fez xale deve estar se saindo melhor que a gente 🙂

Aqui eu adianto algumas dicas:

1- Esqueça o que ela diz que é direito e avesso. Considere o contrário. Ou seja, as carreiras ímpares o direito e as pares, o avesso.

Fez isso? Agora leia o resto:

2- Pontos guias: do lado direito, em meia. Do avesso, em tricô.

3- ao inverter o que era direito para o avesso e vice versa, repare que todos os pedidos de MS (mate simples), PJ (ponto junto) e DDC (mate duplo central) é feito agora do lado que passamos a considerar AVESSO. Sendo assim, toda fez que isso for pedido, faça em TRICÔ. Se vc fizer em meia, em termos de contagem de pontos, dá no mesmo. Mas em termos de beleza, não fica tão bonito.

O meu Dalilah agora tá ficando assim:

O ponto, em detalhe:

O Zen Tricô

16 jul

Então, começamos a tricotar o xale Dalilah, da Paula Nina. Confesso que poucas vezes na vida me senti tão burra.

Na verdade, não é burrice simplesmente. É outra coisa, mas burrice é mais simples de assimilar, enquanto a outra coisa não consigo achar um nome único e certo para ela.

Deixa ver se me explico melhor.

Já fiz xales antes. Poucos, mas fiz. E isso me ensinou algumas “regras”. Mas no tricô, as coisas não são escritas na pedra. Não existe apenas um único jeito certo, como diz a Bia. Existem jeitos que dão certo. E, contanto que o resultado seja x, não importam as equações que você use para chegar a ele.

A Nina tinha avisado de cara que essa receita seria um exercício para todas nós praticarmos o desapego. Eu não liguei muito para a advertência porque achei que ela estava falando apenas com as pessoas que estavam lendo o gráfico (eu estou seguindo as instruções escritas). E foi aí que a porca torceu o rabo.

Por exemplo, a Nina chama de avesso o que para mim é o lado direito. E aí, eu fiz certas coisas de um lado que era para fazer do outro. Resultado: desmanchei duas vezes.

Ainda, todos os xales que havia feito até agora, o avesso era em tricô, exceto os pontos de borda. E NESTE NÃO ERA! Estava dentro do metrô quando me toquei disso. Liguei para a própria Nina (“E aí, brotinho?!”) para me certificar que era isso mesmo. E lá vamos nós desmanchar de novo!

Quando achei que finalmente tinha entendido e terminado o gráfico 1, olhei para o fio utilizado e não gostei. O ponto ficava mais bonito com um fio mais grosso. Bora recomeçar de novo.

Mas parece que agora as coisas entraram nos eixos e o Dalilah está ficando com cara de Dalilah (diga que está, por favor!!!).

E eu acho que encontrei a palavra certa. Não era burrice. Era apego mesmo.