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Bolero

31 out

Nunca usei um bolero. Pela falta de hábito, porque vim de um lugar quente. Depois por achar que não era adequado, que cairia melhor em alguém mais jovem. Enfim, mil desculpas.

Aí, começou uma oficina lá no Craftsy. A Stefanie Japel “herself” ensinando a fazer a receita do seu One Skein Wonder Shrug – e de graça para os já registrados no site. E eu resolvi fazer, só para me divertir – e gastar meus novelos!

Usei um pouquinho mais de um novelo do finado Tweed, da Aslan Trends, porque é com seda = fresquinho, totalmente verão. Agulha 4,5mm.

O resultado foi este:

>> meu bolero lá no Ravelry

Pois é nunca usei bolero e não vai ser desta vez que vou usar. Valesca “ganhou” este aí 🙂

Mas já sei como fazer e o próximo será com mangas compridas.

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“Knit something beautiful”

6 set

 There are three things about knitting of which many a knitter is – but should not be – ignorant. The first is that knitting is one of the oldest of crafts, its history extending back almost to the origins of human culture. The second is that knitting was developed largely by men, not by women. And the third is that the variety, flexibility and adaptability of patterns in knitting are practically infinite.

(Existem três coisas a cerca de tricotar sobre as quais muitas tricoteiras são – mas não deveriam ser – ignorantes. A primeira é que tricotar é um os artesanatos mais antigos; sua história começa quase na origem da história humana. A segunda é que o tricô foi desenvolvido por homens, não por mulheres. E a terceira é que a variedade, a flexibilidade e a adaptabilidade das receitas de tricô são praticamente infinitas.)

Foi com essas palavras que Barbara G. Walker me recebeu em minha própria casa após semanas de viagem pelo interior do estado a trabalho. O parágrafo acima é o primeiro da introdução do primeiro livro da série A Treasury of Knitting Patterns, que comprei na Amazon e recebi hoje pelo correio.

Na ansiedade para folhear e ver todos os mais de 500 pontos que só este livro traz, me contive e parei para ler a introdução, extremamente simples, direta e bem escrita. São apenas quatro páginas, mas que me disseram mais do que eu achava que sabia.

Em cima das três verdades acima, muitos pensamentos passaram pela minha cabeça.

A Treasury of Knitting PatternsPrimeiro essa “onda”, essa “moda” de tricotar que alguns alardeiam por aí. O tricô existe há milênios, tem registro que datam sua existência ainda nos túmulos dos faraós egípcios, mas sempre tem alguém para redescobrir a pólvora e se outorgar título de mestre e mestra.

Segundo essa coisa de “retomada do poder do feminino” completamente deturpada e retirada do contexto que apregoam por aí e tentam impressionar, infelizmente, com bastante sucesso, as massas. Tricô era coisa de homem. À mulher cabia cardar e fiar. Tricô só foi associado à mulher mais recentemente como trabalho doméstico porque ela não podia trabalhar fora. Hoje virou sinônimo de resistência contra as imposições da vida moderna. Mas o esforço anterior era o de fazer a mulher sair de casa, ganhar dinheiro para sair do julgo do homem – e tarefas domésticas como tricotar eram bem um símbolo da impotência e submissão da mulher. Hoje em dia isso não vale mais e a nossa luta é no sentido de conciliar a profissão com um hobbie (entre outras tantas atividades que a gente exerce). De certa forma, não deixa de ser uma luta pela retomada da nossa liberdade pessoal, mas em um contexto totalmente diferente. Sai um pouco do viés feminista para um contexto muito mais amplo, o de resistência à indústria cultural de massa (embora ela muito se aproveite de quem vê o tricô como “hype”. Aliás, essa indústria foi que criou o “hype”).

O terceiro é um ponto extremamente sensível: a rigidez de muitas tricoteiras com relação à criação. Todo mundo quer receitinha pronta. Ninguém quer pensar, o que eu acho que é a parte mais interessante do tricô. É claro que uma ou outra receita vale realmente a pena ser tecida. Algumas até para aprender como se faz e em cima da forma, refazê-la do nosso jeito. O que me incomoda é ficar refém, como se uma receita fosse uma verdade absoluta.

Como diz a Barbara ainda nesta introdução, “não tricote qualquer coisa. Tricote qualquer coisa linda!”

E a gente tem uma prova da variedade de possibilidades que o tricô oferece nesse livro. Cada ponto lindo, cada combinação sensacional! Eu acho incrível como as pessoas ainda conseguem relutar em fazer combinações e viajar, experimentar ao máximo as possibilidades.

 

Meu primeiro livro da EZ

5 ago

Chegou!

A Susana tinha dado a dica que o livro Elizabeth Zimmermann’s Knitters Almanac estava sendo vendido a menos de 7 dólares, com frete grátis, na Abebooks. Não tinha como perder a chance.

Esse é o primeiro livro dela que eu compro – vergonha!. Em geral, eu tenho birra com os livros da EZ porque têm pouca imagem e quando tem são p&b, não dá para ver os detalhes direito. Mas estava passando da hora de eu vencer esse preconceito, porque, como sabemos, os ensinamentos dela são tudo.

Se você não sabe quem é  Elizabeth Zimmermann, a padroeira de toda tricoteira, não deixe de ler esse texto aqui. E, se possível, também leia os livros e receitas dela.

Xale Dalilah – terminado

25 jul

Terminei ontem, domingo, conforme tinha me planejado, o Xale Dalilah, da Paula Nina.

Bloquei e hoje tirei as fotos.

>> O meu xale no Ravelry

Fio: Intense (Coats Cisne). Menos de 3 novelos

Agulha 4mm

 

Agora eu vou fazer outro, verde claro, para dar de presente pra uma amiga.

WIP: 22 Leaves Shawlette

22 set

desmanchei….

Mas já fiz outro. O fio é o mesmo Baby Alpaca Cashmere, que ganhei da Denise.

Antes, agulha 3,5mm. Depois, agulha 5mm.

Olhem a diferença!!! Muito melhor agora.