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Dois dedos de prosa

3 jan

Estou aqui em Fortaleza, visitando a minha família.

A novidade é a greve da polícia. Aí vocês imaginam: hoje todo mundo está dentro de casa por causa do caos que a boataria espalhou na cidade. Todo mundo falando em arrastão mas ninguém que eu conheça viu um de fato ou foi assaltado.
De qualquer forma, está tudo fechado hoje e mesmo que eu saísse de casa não teria nada para fazer ¬¬
Não estou preocupada. Com a quantidade de comida que tem aqui em casa, a PM pode ficar uns dois meses aquartelada que a gente segura a onda. Problema teremos apenas se resolverem parar a Coelce, porque ficar em casa sem ar condicionado é impossível. Agente teria que ir às ruas pressionar o governo a tomar alguma atitude.
E aí eu levanto as mãos para o céu e agradeço ter colocado de última hora na bagagem meus “palitos de churrasco”, como uma amiga chamou aqui, de 2,75mm e um novelo de lã. Depois de desmanchar pela quarta vez hoje pela manhã, já estou quase nos finalmentes do primeiro pé (Bia, abortei aqueles dedos. Não ficou bom no pé da Cecília. Tô fazendo o jeito “tradicional” mesmo).
Aproveitei para experimentar o calcanhar Sweet Tomato, método desenvolvido pela Cat Bordhi, que rolou na lista esses dias. ( é ok, mas eu ainda acho o afterthought mais bonito e que veste melhor.)
Um detalhe: eu ia trazer as agulhas, mas não o novelo, confiando que a minha mãe tinha dito que tinha trazido fio de meia da Itália, para onde ela foi em outubro.
AINDA BEM QUE EU TROUXE O MEU PRÓPRIO!
Isso porque minha mãe trouxe quase 3km de fio, mas para trabalhos rendados, não meia. Todos finíssimos, maciíssimos, de puro merino ou merino+alpaca. O sonho de qualquer rendeira. (Bia, tira os zoios!)
Mas para eles eu não trouxe agulha. E mesmo que as lojas estivessem abertas, não teria onde comprar.

Como se não tivesse trabalho o suficiente…

19 dez

… a gente se dá mais alguns.

Sábado teve brunch na Pintar e Bordar. E como é que a gente vai lá na loja, com toda a atenção do Cris e do Luís, e não leva nem um novelinho? Não dá, não dá… É muita coisa boa e muito boa a acolhida. 🙂

E de lá vieram dois novelos de Jawoll Magic, para fazer um xale (Faraway So Close, de novo, para a minha mãe), e um novelo de Superba na cor jeans para meias.

Desafio: fluir o estoque

19 out

Há uma semana, na lista Crazy Knitting Ladies, a Adriana Dias trouxe a idéia lançada por um blog em abril do ano passado, sobre consumo consciente: uma campanha para que as pessoas parem de comprar fios e diminuam os seus estoques.

Seria tudo muito lindo se essa campanha não acontecesse no hemisfério norte. Abril é justamente quando o tempo está esquentando por lá e naturalmente a maioria das pessoas deixam de tricotar e, consequentemente de se interessar tanto pelos fios. Abril aqui na parte de baixo do globo é quando os fabricantes lançam seus fios novos e a gente fica doidinha querendo experimentar tudo.

Mas isso não invalida a campanha de jeito nenhum. É fato que toda tricoteira normal tem um estoque maior do que deveria (sem juízo de valor aqui, só uma constatação simples dos fatos. Eu também me incluo no grupo das enlouquecidas por fios novos e novidades).

E aí, pensando nisso, resolvi fazer a minha própria campanha, não em abril, mas AGORA mesmo. Porém, as minhas regras são um pouco diferentes:

* Terei que usar até o fim de novembro 20 novelos. Não importa se o novelo tem 50 ou 100 gr. 20 novelos terão que sumir do meu armário e virar peças.
* Não importa se eu vou tricotar uma manta, uma blusa, um cachecol. Nem se eu vou dar as peças depois.
* Não vale doar os fios – quer dizer, eu posso doar quantos eu quiser, mas não posso contabilizar na lista dos 20.
* Eu posso comprar quantos fios eu quiser no mesmo período – Aha!

Pois é. Não vou me privar, não. Contanto que a coisa esteja fluindo (=fios entrando e fios saindo numa proporção mais ou menos equilibrada), está tudo bem. Não pode é ficar parado juntando mofo.

E você? Se anima?

Quadradinhos para a Rosinha

25 nov

Neste sábado, vamos nos reunir em um encontro especial para relembrarmos a Rosinha, nossa companheira tricoteira cuja gentileza, doçura e carinho nunca serão esquecidos.

Rosinha se foi cedo demais e deixou aqui amigas e familiares com uma saudade sem limite e um choro sentido.

Mas eu sou da opinião que só chorar não adianta. Sou a favor do “chora e labora”. Embora a tristeza seja inevitável, é preciso transformar o luto é algo útil. Aliás, transformar o choro em algo útil diminui a vontade de chorar e o consolo chega mais rápido. E aí combinamos de fazer quadradinhos para montarmos uma manta, que será doada em nome da nossa amiga.

Por sugestão da Sandra Jay, os quadradinhos deve ser de preferência cor de rosa. São é obrigado, claro, mas para quem, como eu, ainda ia ter que comprar fios, o ideal seria fazer nesse tom.  Passei no armarinho aqui perto do trabalho e comprei 15 novelos de Mollet (Círculo). Esses novelos serão utilizados para fazer uma manta, que será doada pelos projetos sociais da Veralu.

Todos rosa.

Ps.: Quem não puder vir ao encontro de sábado, quem morar em outro estado, pode enviar seu quadradinho, mesmo que não seja rosa, para

VERA LUCIA KRAUSS

CAIXA POSTAL 2520

CEP 09190 971

Fios novos (e agora eu juro que paro)

6 set

Mais três novos fios na coleção. Esses, eu comprei na Yarn Paradise, uma loja turca com preços bem bons. A composição é 50% merino, 50% acrílico, em novelinho de 50 gr e cerca de 125yd (que é um pouco menos que 125 metros). Ideal para agulha 4.

O motivo é que estou criando uma receita com jacquard e precisa de fios lisos, sem pêlos, uniformes e com cores bem contrastantes.

Merino Acryl - Ice Yarns  marromMerino Acryl - Ice Yarns azul

Merino Acryl - Ice Yarns rosa