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Quase…

14 dez

Eis aqui o tal do colete do cunhado, mencionado no post anterior.

Estava mega tensa com as proporções, mas hoje trouxe aqui para o trabalho para um colega experimentar. E super rolou! 🙂

Então, fica a dica: FAÇA AMOSTRA! E, principalmente, CONFIE NELA!

 Na foto, ainda faltam os acabamentos das mangas e do pescoço. O do pescoço eu já fiz, logo depois da foto. E deu certo. O decote ficou menor do que eu queria, mas ok. Nada muito preocupante.

Tirando amostra

12 dez

A Barbara Walker foi quem disse: “uma vez que você aprendeu a fazer meia e tricô e a tirar uma amostra, não tem porque seguir as receitas dos outros”. Eu super concordo.

Na verdade, minha concordância veio de um trauma. Quando eu comecei a tricotar, tentei fazer receitas das revistas nacionais, que, como sabemos, não prezam muito pela qualidade e veracidade das informações ali. Os resultados foram desastrosos – tanto que eu nunca tirei nenhuma foto do que fiz no começo.

Frustrada dos pés a cabeça, demorei um tempão para fazer peças de vestuário (fiz muito cachecol, alguns gorros, algumas meias, mas nenhuma peça grande). Até 2010, quando me engalfinhei com a blusa top down do Panda, depois da aula da Bia no III Encontro Nacional de Tricô, em Curitiba.

Aí, sim. Foram váááários top downs, abertos, fechados, trabalhados ou não. Aprendi como faz a forma e adaptei tudo que achava bonito a ela. A coisa realmente deslanchou. Masssssssss eu ainda tinha um porém para resolver comigo mesma. A amostra.

Primeiramente, foi todo um convencimento que eu tive de me fazer da importância da amostra. Sim, minha gente. Eu tinha preguiça, como qualquer tricoteira. Achava uma perda de tempo, mesmo reconhecendo a importância dela. Mas tive que me dobrar ao fato de que a amostra é imprescindível. Aí eu passei a fazer, mas de mau grado. Um pedacim ridículo de menos de 10cm. E, é claro, as contas que eu fazia no começo não batiam com as do fim. E eu tinha que desmanchar – mais preguiça.

De novo, me rendi ao óbvio. A contragosto, comecei a fazer amostras enormes. 20cm x 20cm se não maior ainda. E se ia usar pontos diferentes na mesma receita, fazia amostra de todos, sem miséria. Aí peguei gosto pela coisa. Faço amostra de tudo. Vario os fios para escolher o que realçou mais o efeito. Troco as agulhas.

Mas ainda tinha um porém.

Eu mesma.

Eu e a minha mania feia de brigar com a amostra. Eu tecia, media, tirava as medidas e… não acreditava. Era um tal de botar “uns dois dedinhos para os lados” que, claro, no final, se mostravam um verdadeiro desastre. Como a preguiça de desmanchar era grande, joguei muita coisa fora.

Mas tudo isso faz parte do amadurecimento, né? Tem uma hora que a gente aprende. Ô, se aprende.

No momento, eu estou fazendo um colete para o meu cunhado. Mas ele mora em outra cidade e aí eu tive que pedi à minha irmã para tirar as medidas dele. Detalhe: a Cecília nunca tirou medida de nada nem de ninguém. Mas foi lá, comprou a fita métrica, mediu e me enviou.

E não é que, comparando os números com as medidas de uma camiseta, não bateu tudo bonitinho?

Aí eu comecei a tecer. E, mais uma vez, estava achando pequeno demais. Depois, passei a achar que estava grande. Respirei fundo e me contive. Continuei seguindo os cálculos da minha amostra. E, ao final, voilà! Para a minha surpresa, a amostra estava certa (!!!!)

Estou a menos de 20% do fim da peça e pedi para o Panda vestir. O Panda é um número maior que o Lino e, é claro, ficou apertado, o que me faz crer que no cunhado ficará bem.

Agora é finalizar e esperar eles virem para as festas de fim de ano para, finalmente, eu ver se realmente medi a amostra corretamente.